A reestruturação do acesso à informação amplia a autonomia individual e propõe novos desafios para o mercado de trabalho e as políticas públicas.
Além do entusiasmo tecnológico, os impactos econômicos da Inteligência Artificial (IA) começam a ser dimensionados. Essa avaliação ocorre nãoapenas sob a ótica corporativa, mas também na reestruturação da autonomia financeira individual e na redução de desigualdades históricas.
Segundo Solow (1987), Plünio Nobel de Economia, a computação estava em toda parte, exceto nas estatísticas de produtividade. Ele capturou uma inquietação que ainda afeta formuladores de políticas e executivos. Quatro
décadas depois, grandes centros de processamento de dados operam continuamente. Essas estruturas demandam volumes de energia comparáveis aos de países de pequeno porte.
O mercado global alocou trilhões de dólares em organizações focadas no desenvolvimento de modelos fundacionais e IA Generativa. O ambiente corporativo transita, portanto, entre o otimismo dos investimentos e a preocupação com a obsolescência tecnológica no século XXI.
Ao analisar os relatórios de contas nacionais e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nas economias desenvolvidas, identifica-se a persistência do chamado “paradoxo de Solow”. A revolução tecnológica da IA está presente em aplicativos móveis, na logística e em laboratórios de biotecnologia. No entanto, ela segue ausente
nas taxas de crescimento da produtividade do trabalho. Essa…
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